Opinião Tricolor – O DNA resgatado

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Todo grande clube tem uma identidade.

Uma persona.

Uma marca que o identifica, muito além do escudo. Só pela presença, já é possível perceber o nível de grandeza.

O São Paulo FC, maior campeão mundial e internacional do futebol brasileiro, tem o seu DNA, representado na vanguarda, na pujança, na juventude, no bem sucedido.

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Porém, um hiato do tempo, causado por uma perpetuação do poder nefasta, quase fez o Tricolor Paulista esquecer quem era.

Anos onde as glórias deram lugar aos fracassos, onde o orgulho deu lugar à vergonha.

Uma imensa nação, terceira maior torcida do Brasil, estava em desalento.

Eis que o dito popular “escrever certo por linhas tortas” aguardava toda essa gente.

Uma torcida que era acostumada à glória, tinha por característica “abandonar” o time no momento difícil. “Um amor que não admite traição” foi coluna da Revista Placar, sobre esse comportamento histórico do são-paulino.

Sim, éramos mal (ou bem) acostumados.

Sim, sofremos.

Mas o sofrimento, incrivelmente, teve o lado “copo meio cheio”.

O sofrimento fanatizou o são-paulino.

Transformou a torcida de final em torcida que conduz.

Desde salvar do rebaixamento, à voltar para decisões.

Transformou, ainda, o Estádio do Morumbi. Antes desprezado pelas chiques arenas, agora invejado como o estádio do povo, O Mais Popular.

Essa união time e torcida fez o SPFC reencontrar e resgatar o DNA perdido.

O orgulho foi reacendido.

E assim será pra sempre.

Carlos Port, idealizador do projeto Opinião Tricolor. Dois bacharelados na profissão de administrador, especialização em comunicação, neto e filho de são-paulinos, paulistano, patriota. No Twitter: @carlosport

ATENÇÃO: O conteúdo dessa coluna é de total responsabilidade de seu autor, sendo que as opiniões expressadas não representam necessariamente a posição da SPNet ou de sua equipe de colaboradores.