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Sem vencer Santos, Corinthians e Palmeiras, Tricolor não faz nenhum gol nos jogos contra os adversários tradicionais e soma atuações ruins nesta temporada
“Estamos devendo muito” e “não fizemos nenhum bom jogo neste ano”, foram as frases de Muricy Ramalho para definir o São Paulo em 2015. As palavras são duras, porém reais. Ainda que esteja classificado para as quartas de final do Paulista, o Tricolor quase nunca viveu momentos de tranquilidade neste ano. Seja por turbulências externas, envolvendo o presidente Carlos Miguel Aidar e o próprio Muricy, ou pelo desempenho dentro das quatro linhas.
A paz momentânea pelas quatro vitórias consecutivas foram por água abaixo com a derrota sem reação diante do Palmeiras. O desempenho diante dos rivais torna a situação ainda mais alarmante: o São Paulo não fez sequer um gol. São três derrotas e um empate, com rendimentos abaixo da expectativa. Relembre as atuações do Tricolor nos confrontos regionais em 2015.
CENI SALVA CONTRA O SANTOS
Rogério Ceni foi o personagem do São Paulo no clássico sem gols contra o Santos, na Vila Belmiro, no dia 11 de fevereiro. Ainda que tenha criado chances, o Tricolor só não sofreu uma goleada por conta de uma grande atuação do goleiro, responsável direto pelo resultado.
DOMINADO PELO CORINTHIANS
O esperado Majestoso na estreia da Taça Libertadores dominou o noticiário por vários dias pelo confronto inédito na competição sul-americana. Mas no jogo do dia 18 de fevereiro só um time atuou: o Corinthians. Na arena alvinegra, o rival do Tricolor teve ampla superioridade e venceu com facilidade o São Paulo, por 2 a 0, sem ser incomodado. A derrota gerou muitas críticas ao trabalho de Muricy, que à época reconheceu a apatia do time.
PÊNALTI E NOVA DERROTA
A chance de dar o troco no rival Corinthians veio no dia 8 de março, dessa vez no Morumbi. O Tricolor teve postura diferente da apresentada na estreia da Libertadores, mas ainda assim não teve rendimento satisfatório. Mesmo com a expulsão de Gil, o São Paulo não teve capacidade para furar o bloqueio corintiano. Rogério Ceni ainda perdeu pênalti, defendido pelo goleiro Cássio, e o time amargou um novo revés para o maior rival.
BAILE ALVIVERDE
A falha de Rogério Ceni na saída de bola e no posicionamento após o chute de Robinho quase do meio de campo foi o baque inicial no Choque-Rei: gol aos dois minutos. Depois, aos sete, Rafael Toloi foi expulso depois de acertar um chute em Dudu sem bola – antes, o palmeirense havia dado uma cotovelada no são-paulino que não foi advertida. Os dois lances praticamente definiram o clássico a favor do Palmeiras. A partir daí o rival dominou, fez mais dois gols e definiu o 3 a 0 com direito a “olé” da torcida rival. Michel Bastos também foi expulso.