Além das 4 linhas – Clube grande, treinador grande

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Esta frase sempre repito quando falo de treinador para vir trabalhar no SPFC. Dorival obteve bons resultados por ter uma carreira vitoriosa em grandes clubes do nosso futebol, entre outras qualidades. Eu sempre serei contra a fazer experiência com treinador, que é cargo de comando e pede bagagem, ainda mais num tri mundial.

Olhando a história do SPFC vejo as grandes conquistas sempre com a presença de grandes treinadores. Por outro lado, vejo os fracassos nas mãos de gente ainda sem capacidade para ser treinador de um clube gigante.

Alguns nomes estão sendo ventilados, mas vejo poucos com conquistas pesadas no currículo. Isso me preocupa para a temporada que parecia promissora. Um dos nomes que vejo na mídia é o do português Antônio do Cuiabá. Quando fui pesquisar sua carreira não vi nada! Pode vir e fazer sucesso? Pode, mas não é assim que se contrata um profissional, como se fosse uma aposta no jogo do bicho. Pode acontecer de Muricy pensar que o cara pode fazer bom trabalho e acreditar nele? Pode sim. Acho mais fácil ele vir por falta de boas opções. Ouvi o nome do Zubeldia, que foi campeão com a LDU e que tem boas ideias sobre futebol. Também citam o nome de Gabriel Milito, treinador argentino com também boas ideias, mas este sem taças na bagagem, o que é temerário. Um nome também citado e também elogiado pelas ideias sobre futebol é o de Martin Anselmi, o treinador do Del Valle que derrotou o SPFC na final da Sula 2022.

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Dorival saiu para realizar um sonho. Alguém escreveu que ele acertou em sair pois no Brasil o emprego de treinador é válido somente até a próxima partida. O SPFC ofereceu estabilidade por 3 anos e um salário maior do que ele recebia. Mas o sonho falou mais alto.

O fato é que o clube montou um bom elenco e 2024 poderá ser um bom ano se o futuro treinador acertar a mão. O que parecia uma coisa, poderá ser outra coisa.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes