Herói ou vilão? Artilheiro do São Paulo, Diego Souza reencontra o Palmeiras

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UOL

José Eduardo Martins
  • Pedro Vale/AGIF

    Agora centroavante, Diego Souza marcou nos últimos cinco jogos do São PauloAgora centroavante, Diego Souza marcou nos últimos cinco jogos do São Paulo

Neste sábado à noite, às 21h (de Brasília), o São Paulo busca a sua primeira vitória no Allianz Parque em sete tentativas. E para quebrar o tabu, o time do técnico Diego Aguirre aposta suas fichas em um velho conhecido dos palmeirenses. Artilheiro do Tricolor na temporada com oito gols, Diego Souza balançou as redes em todas as últimas cinco partidas que disputou.

Dono desse bom retrospecto, o atacante também viveu dias de glória no arquirrival. Com o apoio de uma parceria com a Traffic, o Palmeiras contratou Diego Souza em 2008. No clube alviverde, ele participou da campanha do título Paulista de 2008 e do Brasileiro de 2009, quando o clube liderou boa parte da competição.  Quase todo torcedor se lembra bem do golaço que ele marcou contra o Atlético-MG, pelo nacional daquele ano.

Tal desempenho contrasta, porém, com momentos conturbados. Então atuando como meia, ele também foi considerado um dos responsáveis pela queda de rendimento do time no Brasileiro de 2009. A torcida começou a questioná-lo e a pressão aumentou. Em 2010, em jogo contra o Atlético-GO, pelas quartas de final da Copa do Brasil, no antigo Parque Antárctica, ele foi vaiado pelo público ao ser substituído por Paulo Henrique. De cabeça quente, o jogador mostrou o dedo do meio para os palmeirenses.

Ainda assim, o clube alviverde tentou repatriá-lo no ano passado. A pedido do técnico Cuca, Alexandre Mattos negociou com o Sport e ficou muito perto de acertar o retorno do jogador. No entanto, os pernambucanos fizeram jogo duro e impediram a saída dele.

Já no início de 2018, a diretoria do Sport não teve a mesma postura quando o São Paulo mostrou interesse em contratá-lo. O jogador, que tinha a intenção de mostrar serviço para conquistar uma vaga na seleção brasileira, viu uma boa oportunidade de se transferir para o time paulista.

No São Paulo, ele também já viveu o céu e o inferno. Antes de se consolidar como artilheiro e peça de confiança no time de Aguirre, foi reserva no time de Dorival Júnior. Com o treinador uruguaio, também teve atuações muito abaixo do esperado, como na semifinal do Paulista, com o Corinthians, quando perdeu um pênalti.

Por causa desses momentos ruins, o empréstimo para o Vasco ficou muito perto de ser concretizado. Aguirre já tinha até dado aval e o jogador estava disposto a voltar ao Rio de Janeiro. Porém, o diretor executivo de futebol do São Paulo, Raí, entrou em ação e fez questão de manter o atacante no elenco.

O treinador aceitou o desafio de recuperá-lo. Depois de nem sequer ser relacionado para viajar para a estreia na Copa Sul-Americana, na Argentina, contra o Rosario Central, Diego Souza pôde reconquistar o espaço no time. Agora, de uma maneira diferente, ele tem a chance de se firmar como o herói dos são-paulinos, ao ajudar em uma vitória inédita, e de ser visto como vilão dos palmeirenses, que vivem momento instável com a ausência de seu camisa 9, Miguel Borja, pré-convocado para jogar a Copa do Mundo pela Colômbia.

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