Como o Paulista de Jundiaí pode inspirar o São Paulo contra o Corinthians

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Mauro Horita/AGIF
Vagner Mancini comandou o time do Paulista que venceu o River Plate em 2006 
Imagem: Mauro Horita/AGIF

O São Paulo tenta, às 19h de hoje, vencer o Corinthians em Itaquera pela primeira vez em quase cinco anos de história da Arena. O cenário desfavorável faz o técnico Vagner Mancini buscar formas de motivar os jogadores. Assim, uma reviravolta improvável protagonizada por ele em 2006 foi usada de exemplo para inspirar o Tricolor na sétima rodada do Campeonato Paulista.

Logo no primeiro treino que comandou após ser destacado como interino antes da chegada de Cuca, Mancini chamou o grupo para uma conversa. No bate-papo, relembrou como conseguiu fazer o modesto Paulista de Jundiaí aparecer no cenário sul-americano ao derrotar o poderoso River Plate, da Argentina, há 13 anos.

O Paulista era o grande azarão da Copa Libertadores da América. A vaga fora conquistada seis meses antes em final história contra o Fluminense, na Copa do Brasil de 2005. O sorteio colocou o gigante River no caminho do Galo da Japi e o primeiro encontro com os argentinos foi desastroso: goleada por 4 a 1 no Monumental de Núñez.

Uma classificação para as oitavas de final era algo inimaginável – e realmente não foi possível alcançá-la. Mas era preciso vencer o River em Jundiaí para pelo menos seguir com chances. E foi o que aconteceu na noite de 5 de abril de 2006. Com 17 minutos de jogo no estádio Jayme Cintra, o Paulista de Mancini já vencia por 2 a 0, com grande atuação. Os argentinos ainda diminuíram o placar, mas a festa foi jundiaiense pelo feito histórico na Libertadores.

A história serviu para Mancini dizer aos jogadores são-paulinos que o retrospecto na Arena Corinthians não pode minar a confiança do time antes mesmo do clássico de hoje. Ele quer o time acreditando e ousando mais para tentar quebrar o tabu na casa dos alvinegros.

“Eu não terei tempo para fazer muita coisa, mas ao mesmo tempo tenho o tempo necessário para sentar com os jogadores para ficarmos um pouco mais leves. O São Paulo está jogando, de forma mental, muito travado. O atleta tem que ter um pouco mais de prazer. É necessário que você acabe levando ao jogador alguma coisa diferente”, receitou.

Para ser campeão da Copa do Brasil há 14 anos, o Paulista de Jundiaí precisou encarar uma campanha árdua, com adversários da elite do Campeonato Brasileiro em todas as fases. Um dos rivais foi o Cruzeiro, que contava com o então jovem centroavante Fred. O Galo da Japi venceu em Jundiaí por 3 a 1 e chegou com folga ao Mineirão, mas um primeiro tempo ruim permitiu que a Raposa abrisse 3 a 0.

Mancini entrou no vestiário e encontrou seus jogadores desolados. Resolveu, então, escrever em um quadro apenas “Liverpool 3×3 Milan”, em referência ao histórico título dos ingleses sobre os italianos na Liga dos Campeões da Europa de 2005, que fora conquistado cinco dias antes. Era uma mensagem sobre crer, sobre confiar. O Paulista voltou ligado à etapa final, fez dois gols com o volante Cristian, que passaria pelo Corinthians anos depois, e chegou à decisão contra o Fluminense.

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