Com “entrevista seletiva”, FPF lança campanha por mulheres nos estádios

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GazetaEsportiva

Bruno Ceccon e Guilherme Goya

Apenas jornalistas mulheres puderam acompanhar a entrevista coletiva (Foto: Daniela Ramiro/FPF)

A Federação Paulista de Futebol (FPF) lançou na manhã desta terça-feira a campanha #ElasnoEstádio. Em sua sede, a entidade promoveu o que chamou de “entrevista seletiva” para tratar do programa que se propõe a incentivar a presença de mulheres nas arquibancadas.

Apenas jornalistas e cinegrafistas mulheres puderam acompanhar no auditório as entrevistas de Aline Pellegrino, diretora de futebol feminino da FPF, e Laura Louzada, coordenadora de marketing do Botafogo-SP e representante dos clubes. Os profissionais do sexo masculino assistiram por uma televisão do lado de fora.

De acordo com a FPF, a ideia foi reproduzir entre os homens a situação de restrição social por não ter abertura nem incentivo para frequentar os estádios. Após a entrevista seletiva, Aline Pellegrino, embaixadora do #ElasnoEstádio, conversou com a imprensa em geral e falou sobre a iniciativa.

Apenas jornalistas e cinegrafistas mulheres podem acompanhar a entrevista de Aline Pellegrino, diretora de futebol feminino da FPF, e Laura Louzada, coordenadora de marketing do Botafogo-SP. Os homens acompanham por uma televisão do lado de fora.

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“Optamos por deixar os homens de fora para eles sentirem um pouco do que a gente passa, porque é isso que acaba acontecendo e é isso que queremos mudar. Para mudar, temos que fazer com que as pessoas percebam o que acontece. É um start que precisava. A mudança vai ocorrer com homens e mulheres juntos”, disse a ex-jogadora da Seleção.Segundo pesquisa do Datafolha, apenas 14% do público que frequenta os estádios no Campeonato Paulista é formado por mulheres. O percentual levou a FPF e os 16 clubes da elite estadual a se unirem para formar o movimento que se propõe a elevar o número.

Uma das primeiras iniciativas do #ElasnoEstádio será oferecer atendimento especial às mulheres nos estádios, com possibilidade de relatar assédios, ofensas e violência. A FPF promete ainda abrir um canal de comunicação exclusivo pelo e-mail [email protected] e incentivar coletivos e grupos a irem aos jogos juntos.

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