Casares fala sobre renovação de Vitinho e Juan, que podem deixar o São Paulo de graça

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GazetaEsportiva

Marcelo Baseggio 

O presidente do São Paulo, Julio Casares, comentou sobre as renovações de Vitinho e Juan em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva. Os dois jovens atacantes revelados em Cotia têm vínculo com o Tricolor somente até junho deste ano, prazo que permite à dupla assinar um pré-contrato com qualquer outro clube e se transferir de graça na virada de semestre.

“Fizemos um esforço para renovar com Luan, Sara, Nestor, Welington. Então, nós fizemos um esforço pra que essa base do elenco continuasse com a gente. O esforço continua com Juan, com Vitinho, dentro do que é a concepção do São Paulo na renovação”, disse Casares.

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Enquanto os empresários dos atletas lutam para conseguir uma valorização relevante em termos de salário, o presidente são-paulino tenta encontrar um equilíbrio entre a responsabilidade financeira e a necessidade de não deixar jovens revelados em Cotia deixaram o clube sem qualquer compensação financeira. Para isso, ele tem como trunfo a cultura já enraizada no profissional em dar oportunidade aos garotos da base.

“Há tempo não via o São Paulo ter tantos jogadores revelados pela base invariavelmente jogando como titulares, como Luan, Nestor, Welington, Liziero, Diego Costa e outros atletas que mesclam a juventude com a experiência”, ponderou.

Vale lembrar que desde o início da nova gestão o São Paulo modificou o padrão de contrato dos jogadores da base. Durante a “Era Leco”, o Tricolor assinou acordos válidos por mais de três anos com atletas que ainda não haviam se profissionalizado, indo contra à regulamentação da Fifa. Justamente por isso, o zagueiro Lucas Fasson pôde deixar o clube de graça ao alegar irregularidade.

“Ano passado assumimos com orçamento da gestão anterior e com questões jurídicas que não eram as melhores. Não eram as melhores formatações jurídicas. Contratos reconhecidos pela Fifa são de três anos, não de cinco. Isso causava uma instabilidade grande com atletas que poderiam ter o vínculo encerrado em três, não em cinco anos”, pontuou Casares.

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