Terças Tricolores – Os caminhos do Aguirre

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O trabalho de Diego Aguirre, apesar de recente, começa a dar algum resultado junto ao elenco do São Paulo. De um time sem raça e sem vontade, hoje temos um time brigador e que, se não joga bonito, se esforça em todos os lances para tentar a vitória.

Obviamente que, em algum momento, seremos derrotados. Ninguém é invencível e o Campeonato Brasileiro é duro. Mas venderemos BEM CARO a derrota. E algumas mudanças de postura da equipe começam a mostrar os caminhos que o Aguirre quer para o São Paulo.

O rodízio, pelo menos nesse começo de campeonato, vem dando resultado. Tenho minhas ressalvas a isso, como colocar o Araruna para tentar puxar contra ataque no jogo contra o América, mas essa atitude parece que vem motivando bastante todo o elenco e, quem entra, dá o sangue para não sair. Como não poderia deixar de ser, isso é extremamente benéfico ao elenco do Tricolor.

Por outro lado, a evolução de alguns jogadores é visível. O Diego Souza cresceu muito (claro que, muito desse crescimento, veio em decorrência da chegada do Everton), o Nenê se tornou o protagonista, o Bruno Alves está tomando conta da zaga e o Jucilei é o dono do meio campo.

São atletas que, se conseguirem manter o nível físico e técnico, podem nos ajudar a levar o São Paulo longe no campeonato. Entretanto, também vejo problemas para a sequência do Brasileirão. A saída do Militão, que tem um papel tático fundamental, poderá ser sentida e, honestamente, não podemos continuar com o Sidão.

Acho que a contratação do Jean foi um erro, mas se pagamos 10 milhões no cara, é a hora de dar uma chance. O Sidão vem falhando em todos os jogos, apesar disso ainda não se resultar em gols, mas e quando resultar? Outro ponto importante é a saída do Marcos Guilherme.

Muitos o contestam e tudo mais e, de maneira geral, compreendo essa questão. Mas é preciso ver que ele é fundamental taticamente e, no segundo tempo, com o outro time cansado, ele pode ser uma arma importante. Claro que, na base, tem alguns garotos que podem fazer essa função, mas será que a transição base/profissional está pronta para meninos como Paulinho, Toró, etc? Não adianta subir, igual ao Brenner, e chorar no banco depois de ser substituído.

Ou sobe de vez, preparado, ou não sobe. E não ter um cara que, me desculpem a expressão, possa mudar a cara do jogo (Seja com a velocidade ou para pressionar a saída de bola), é preocupante. Podemos perder, também, o Cueva e não teríamos ninguém de “nome” para substituir o maestro Nenê (Shaylon ou Fernandes seriam esses nomes, mas vocês confiam nos dois).

De maneira geral o time vem bem e pode crescer mais, mas meu medo é não ter fôlego para se segurar lá em cima. O físico vai pesar e precisamos de peças para compor o elenco. O que vocês fariam? Contratariam mais gente ou daria espaço para a base?

É isso!

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Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco e são-paulino desde que se conhece por gente. 

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