Terças Tricolores – O que esperar de 2018?

A primeira coluna da Série "Terças Tricolores" de 2018. Um apanhado do que aconteceu no São Paulo e a delicada situação de Robinho que, sempre que está livre, especulam no SPFC. Confiram!

Antes de começarmos os trabalhos, gostaria de desejar a todos um feliz Ano Novo. Que seja de muitas realizações, sucesso, trabalho e que os objetivos almejados possam acontecer, gerando alegria a todos.

Voltando ao nosso amado Tricolor, vamos ao que interessa. O que podemos esperar desse ano que começou? Vem caneco? O time será, pelo menos, forte? Brigaremos, de novo, para não cair?

Por tudo que pude acompanhar nesse começo de pré-temporada é de que viveremos, até o meio do ano, com um clima de insegurança.  E tudo isso, claro, pela indefinição sobre a situação do nosso principal atleta, o Hernanes.  Nosso novo diretor, Ricardo Rocha, o eterno xerife, chegou a falar que o clube chinês quer o atleta de volta antes do prazo estipulado, o que seria um problema gigantesco para o Dorival e todo o elenco.

Soma-se isso às situações do Militão e do Cipriano (jovem de muito potencial que atua na nossa base) que ainda não renovaram os seus respectivos contratos e temos um problema explosivo. Claro que, esses três acontecimentos, se revelam enquanto o planejamento de 2018 precisa ser executado, com reforços e dispensas (essas muito bem feitas, diga-se). O clima, de maneira geral, é de indefinição. Para se comemorar, até o momento, a permanência do Jucilei.

E confesso que, particularmente, não entendi a vinda do Jean.  Vem para ser banco do Sidão que encerrou o ano em alto nível? Vem para disputar a titularidade? Enfim, me parece ser bom atleta, tomara que agregue à posição e possa nos ajudar.

De toda forma, o clima de insegurança já parece bater, também, em parte da torcida, afinal, não nos mexemos em nada enquanto os rivais já se reforçaram com algumas peças interessantes. A diretoria precisa se mexer, já que a virada passou e nenhuma grande contratação foi feita. O plantel que já era escasso, ficou ainda mais fraco.

Ouço falar em Victor Ferraz e Diego Souza, mas as  negociações não parecem andar. O primeiro é um lateral direito que não sabe cruzar (nas palavras de um amigo santista) e o segundo quer vir, mas a diretoria está fazendo um jogo duríssimo pelo atleta.

Com a lesão do Gabriel Jesus (que também não parece ser séria), talvez seja a fagulha que faltava para ele forçar uma transferência e vir para cá, um centro imenso onde seria observado pelo Tite e dependeria apenas de seu potencial para ir à Rússia.

Essas situações precisavam se resolver. O Dorival precisa do elenco inteiro à disposição o quanto antes, caso contrário, sofreremos de novo montando times durante as competições e amargando resultados pífios.

O Dilema de Robinho

Conversando com alguns amigos nos últimos dias, chegamos ao nome do Robinho que, inclusive, está sem clube. Mas, particularmente, sou totalmente contra a contratação.

Uma instituição, do tamanho do São Paulo, vai além das quatro linhas e, tendo em vista o problema que o atleta vem enfrentando na Itália, considero (até que todas as instâncias sejam julgadas e a sentença final proclamada), um crime contra o clube trazer um atleta com a acusação que ele carrega (ele pode recorrer, mas a primeira sentença já foi dada).

Quanto vale, para o marketing negativo do clube, trazer um atleta assim? O quanto representaria, para as torcedoras tricolores, um jogador com esse tipo de problema jogando na equipe?

Ele agregaria valor ou nós perderíamos valores? É complicado e, na minha opinião, a diretoria não pode nem COGITAR o nome do jogador até que se prove sua inocência (ou não). De toda forma, na singela opinião desse colunista, o nome é carta fora do baralho.

É isso!

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@Abroliveira ou [email protected]

Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco e são-paulino desde que se conhece por gente.

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