Fundo já adiantou R$ 90 mi para clubes da Libra por direitos do Brasileiro

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Rodrigo Mattos – Colunista do UOL

Reunião da Libra na última sexta-feira
Reunião da Libra na última sexta-feira Imagem: Marcos Galvão/LIBRA

O fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, já repassou R$ 90 milhões para clubes da Libra como antecipação para futura compra de parte dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro. Esse dinheiro foi dado a times que estão nas Séries A e B.

A Libra é um grupo com 17 clubes, entre eles Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Red Bull Bragantino, Atlético-MG, Grêmio e Bahia.

Esse grupo assinou um pré-acordo, chamado MOU (Memorando de Entendimento), para formação de uma Liga do Campeonato Brasileiro ou um bloco comercial para negociar seus direitos de TV. Já existem conversas com a TV Globo para venda desses ativos. O MOU tem renovação automática e o objetivo é chegar a um acordo definitivo para compra de 20% dos direitos de TV do Brasileiro a partir de 2025.

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Alguns clubes do bloco, como o Flamengo, não querem vender sua fatia para o fundo, mas outras equipes envolvidas no negócio entendem que é um acordo vantajoso. Por isso, os clubes da segunda divisão receberam R$ 3 milhões cada como sinal. Já as equipes da Série A receberam valores maiores como antecipação por seus direitos. A coluna não teve acesso aos nomes dos times que receberam o dinheiro.

Caso o negócio não saia, o dinheiro antecipado vira empréstimo. A remuneração por juros é igual a do CDI, que é considerada uma operação de crédito vantajosa. O empréstimo é do próprio fundo Mubadala, e não de instituições bancárias.

No caso da Liga Forte Futebol, também foram feitas operações de antecipações de recursos pela venda de 20% direitos de TV. Neste caso, foi a XP que adiantou os recursos, que também vão virar empréstimos caso o negócio não se concretize.

Já existe um acordo definitivo assinado, porém há pendências para formação de um bloco com todos os clubes, incluindo Vasco, Cruzeiro, Botafogo e Coritiba, que não fazem parte do LFF, mas vendem os direitos junto com esse coletivo.