Memória Tricolor – Bauer: O Monstro do Maracanã

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Resultado de imagem para José Carlos BauerO Primeiro Jogador que conheci pessoalmente, não poderia ser um mero jogador, tinha que ter o apelido relacionado ao Maior Estádio do nosso país…

É com grande alegria que passo a escrever neste espaço, farei de tudo para conquistar uns 2 ou 3 leitores fiéis e quem sabe agradar um pouco mais, com uma proposta diferente, esta coluna quer contar a história de nosso amado time, narrar as Glórias Tricolores, falar de jogadores que fizeram a nossa história, técnicos vencedores, fatos que levaram o São Paulo Futebol Clube ao status de maior clube do país, jogos memoráveis e por que não alguns dirigentes que fizeram a diferença. Não quero ficar apenas nas 4 linhas, e nem nos 103 mil metros quadrados de nossa área no Morumbi. Está é uma  proposta maior, é falar de tudo e de todos, jogadores que encantaram, surpreenderam, conquistaram e porque não alguns que nos decepcionaram e os tais cabeças de bagre.

Contar a história e narrar fatos curiosos será meu desafio e começo pelo primeiro jogador que conheci pessoalmente, lá pelos finais dos anos 80 e início dos anos 90, quando meu Pai tinha um comércio e de vez em quando aparecia um homem grande, um mulato de bom papo e de certa idade. Logo eu notava a alegria de um Sr. que trabalhava com meu Pai chamado Romão Moreno Parra, o Sr. Romão para todos da Praça Marechal. Eu gostava muito do Sr. Romão que junto ao meu Pai me ensinaram o amor às cores Tricolor. Este visitante ilustre não era um simples jogador, era um dos maiores zagueiros que o São Paulo já tivera e seu apelido um desafio: O Monstro do Maracanã.

José Carlos Bauer nasceu em São Paulo em 21/11/1925, era filho de um suíço branco com uma brasileira negra, assim o mulato Bauer iniciou no infantil do São Paulo no final dos anos 30, e ao lado de Rui e Noronha formou uma  das linhas médias mais famosas da história Tricolor. Qual torcedor do São Paulo, independente da idade, não se encanta quando ouve a formação que soavam como poesia: Rui, Bauer e Noronha. Os torcedores mais antigos diziam que os 3 nomes era como se fossem um só jogador.  Noronha jogava pelo lado esquerdo e Rui pelo lado direito, assim Bauer se posicionava ao centro da defesa um pouco avançado, tal como um médio volante ou centro médio. Era um jogador de muita qualidade, forte, matava a bola com perfeição e tinha passes certeiros.

Bauer jogou pelo São Paulo 419 jogos e marcou 16 gols, foi Penta Campeão Paulista nos anos de 1945, 46, 48, 49 e 1953. Na Copa de 1950, disputada no Brasil, foi o único paulista a ser titular e pelo seu grande desempenho ganhou o título de “Monstro do Maracanã”.

Em 1954, se transferiu para o Botafogo e atuou ainda pela Portuguesa e São Bento onde encerrou a carreira. Virou treinador, mas sem grande sucesso treinou equipes no México e Colômbia.

Em 1960, Bauer estava na cidade de Lourenço Marque, Moçambique, e viu Eusébio jogar, imediatamente o indicou ao São Paulo, porém o Tricolor achou muito alto o investimento, Bauer então o indicou ao seu ex-técnico o húngaro Béla Guttmann que o levou para o Benfica onde Eusébio se consagraria um dos maiores jogadores do mundo. Bauer tinha excelente olhar para os jovens.

Ao final dos anos 80 passou a atuar no São Paulo junto as categorias de base, onde auxiliou a revelar ótimos jogadores.

Faleceu em 4 de fevereiro de 2007 aos 82 anos vítima de do Mal de Alzheimer e seu corpo foi enterrado no cemitério da Paz no Morumbi.

Bauer, O Gigante do Maracanã é um dos Ídolos que formam a Galeria dos “Imortais” do Glorioso São Paulo Futebol Clube.
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Gustavo Flemming, 39 anos de amor ao SPFC, é empresário no segmento de pesquisa de mercado e consultoria em marketing

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