Memórias Tricolor #35 – Zagueiro Driblador

Dizem que quando o cara não é tão bom de bola ele vai para a zaga, ali sua função é marcar e tirar a bola da defesa, muitas vezes com chutões…

Resultado de imagem para Ricardo Rocha SPFCNascido em Recife em 11 de setembro de 1962, Ricardo Roberto Barreto da Rocha fez fama como um zagueiro preciso e com uma qualidade rara para um zagueiro, a habilidade. Ao roubar a bola de um adversário Ricardo Rocha ao invés do comum chutão ou o passe para se livrar da bola costumava driblar um adversário e seus passes eram sempre precisos. Com 1,83 de altura, não tem grande estatura para um zagueiro, mas sempre compensava com um posicionamento perfeito nas jogadas aéreas. Foi titular em todos os times que jogou incluindo a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1990 na Itália.

Ricardo Rocha iniciou sua carreira no Santo Amaro de Recife, e se profissionalizou em 1982. Em 1983 e 84 jogou pelo Santa Cruz, chegou ao clube como lateral direito, sendo o técnico Carlos Alberto Silva que logo viu grande potencial em Ricardo Rocha, porém como zagueiro e profetizou “Na zaga ele chegará a seleção, como lateral não”, devemos agradecer ao nosso saudoso técnico.

Ao final de 1984 o Guarani de Campinas ainda estava organizado e a diretoria desejava montar um bom elenco e foi atrás do novo zagueiro que fazia sucesso no Nordeste e então Ricardo Rocha jogou pelo Bugre de 1985 a 1988. Durante sua passagem pelo Guarani Ricardo se destacou nacionalmente e teve suas primeiras oportunidades na seleção confirmando a profecia de Carlos Alberto Silva.

Pela Seleção Brasileira jogou de 1987 a 1995, inicialmente na seleção pré-olímpica quando conquistou o ouro nos Jogos Pan Americanos de Indianópolis (USA), como já dito, foi titular na Copa de 1990 e na Seleção Campeão de 1994 era titular absoluto, porém na 1ª partida se contundiu e não jogou mais. Como um jogador sem condições de jogo, deveria voltar ao Brasil, porém todos os jogadores pediram a comissão técnica sua permanência, Ricardo Rocha ficou até o final e foi Campeão Mundial, graças ao seu bom humor, excelente astral e ser um homem de grupo.

Em 1988 viveu sua primeira experiência internacional, indo jogar no Sporting de Portugal. Em 1989 o Treinador Carlos Alberto Silva foi contratado pelo São Paulo e logo o professor pediu a contratação de seu zagueiro de confiança e então Ricardo Rocha chegou ao Morumbi para fazer história, desfilando seu talento, e se tornando um dos melhores zagueiros do país. No Tricolor Ricardo Rocha foi titular absoluto e se consagrou Campeão Paulista em 1989, 1991 e Campeão Brasileiro em 1991.

Ao final de 1991 foi vendido para o Real Madrid onde jogou até 1993 e foi campeão da Copa do Rei da Espanha. Em 1993 retornou ao Brasil indo jogar no Santos, na sequência foi para o Vasco da Gama onde jogou por dois anos e depois para o Fluminense. Em 1997 foi para o argentino Newell’s Old Boys onde jogou até 1998, retornando ao Flamengo para encerrar sua carreira.

Após pendurar as chuteiras arriscou ser treinador e em 2001 estreou pelo Santa Cruz sem muito sucesso, treinando o time pernambucano em duas oportunidades (2001 e 2008) e em 2007 treinou o CRB. Sua ligação com o Santa Cruz é tão grande que em 2013 foi anunciado como embaixador do centenário do clube que ocorreu em 2014.

Recentemente se destacou como comentarista, e por 4 anos foi um grande diferencial nas transmissões de jogos do SportTV. Porém no final de dezembro de 2017 convite inesperado ocorreu e alterou toda a carreira do nosso grande zagueiro, Ricardo Rocha foi convidado por Raí para ser o Coordenador de Futebol do São Paulo Futebol Clube, convite este aceito de imediato, pois Ricardo Rocha tem um coração Tricolor.

Pelo São Paulo Ricardo Rocha conquistou 3 importantes títulos, jogou 70 partidas, conquistou 32 vitórias, 26 empates e apenas 12 derrotas.Ricardo Rocha foi um grande vencedor.

Ao nosso novo Coordenador de Futebol a Coluna Memórias Tricolor deseja boa sorte neste novo desafio e contamos com as jogadas precisas e principalmente os passos vencedores deste nosso ídolo.

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindoGustavo Flemming, 40 anos de amor ao SPFC, é empresário no segmento de pesquisa de mercado e consultoria em marketing.

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