A Palavra da Corte – Expectativa criada

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Salve, salve Nação Tricolor! Depois de um bom tempo sem escrever, aqui estou eu. Não vou gastar o seu tempo me explicando o porquê de minha ausência, então vamos ao São Paulo 🙂

Sem dúvida há um sentimento de frustração que começou a tomar conta da gente desde o empate com o América/MG em casa e depois com o Botafogo fora, seguidos das derrotas para Palmeiras e Inter, foram resultados que nos distanciaram do tão sonhado título.

Mas esses resultados só trouxeram a tona a realidade: ainda não estamos prontos.

Passamos longe do sufoco dos últimos anos de brigar pra fugir do Z4. Chegamos a liderar o campeonato depois de um quase perfeito primeiro turno. Encaramos de frente os elencos mais caros do Brasil. Logo uma alta expectativa e empolgação na toricda se criou. Mas infelizmente passou.

Faltou “perna”, leia-se elenco. Ficou claro que nosso time se tornou muito dependente de Everton, Rojas e Nene. O primeiro com suas crônicas contusões; o segundo teve um começo fantástico mas caiu muito de rendimento, o que é normal e aceitável; Nenê ao meu ver nem se pode cobrar muito, já que é um cara de 37 anos que estava carregando o time, uma hora ia cair também. E com isso outras peças chave também decairam, como Reinaldo e Diego Souza, sem falar na zaga que era um de nossos pontos fortes, a qual passou a contar com constantes falhas e má atuações de Anderson, e uma estranha resignação de Aguirre em escalar Arboleda, ao meu ver, o melhor zagueiro que temos no elenco.

Tudo isso sem falar na incontestável qualidade de elencos melhores que o nossos, como Palmeiras e Grêmio, além das ótimas campanhas dos competitivos times de Flamengo e Inter.

A verdade, são-paulino, é que é muito melhor nos frustrarmos por um título que dificilmente virá mas ter o Tricolor brigando no topo da tabela e voltando com louvor à Libertadores, do que passarmos o sufoco de anos passados e lutar para não cair.

Raí e equipe tem MUITO trabalho a ser feito para 2019. Muitas posições que necessitam de jogadores à altura com urgência, caras que cheguem, vistam a camisa e resolvam (tipo Nenê). Isso sem falar no uso da base, a qual o SPFC insiste em negligenciar. Mas isso falamos em uma outra oportunidade.

E vamos continuar torcendo e apoiando o time. Quem sabe algo diferente do provável não acontece? Vide Grêmio x River ontem… afinal de contas, estamos falando do improvável e apaixonante futebol.

É isso.

Salve o Tricolor Paulista, meu amor hoje e sempre!

Artur Couto é engenheiro,  sócio-torcedor e sócio do SPFC,  e é administrador da SPNet. Escreve nesse espaço todas as quartas-feiras.

Siga-me no Twitter @arturcouto

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4 COMENTÁRIOS

  1. Boa análise, Artur.
    A questão é: somos o SPFC!
    Uma camisa que entorta varal!
    Não dá para ficar se vangloriando de nunca ter sido rebaixado, como na cantoria da torcida.
    O tricolor do Morumbi é gigantesco!
    A boa nova virá no próximo outono, quando teremos oportunidade de eleger um presidente à altura do nosso São Paulo!

  2. Tem momentos em que o trabalho do treinador se compara a uma calvície.

    O cara vê os cabelos caindo de forma constante e não consegue achar uma solução. Troca de xampu, compra finasterida, usa minoxidil, apela até para o implante mas nada resolve.

    Daí decide que é colocar um peruca ou assumir a calvície de uma vez.

    E é isso que está ocorrendo, precisamos assumir que não nos recuperamos dos desastres administrativos, reconhece o mérito dos rivais e copiar o que é bom.

    Interlace é uma boa saída