Além das 4 linhas – Eu reconheço!

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Passei a semana defendendo a escalação do Tchê Tchê na partida de ida pela copa do Brasil contra o Fortaleza. Cheguei a escrever sobre isso afirmando que o melhor resultado do Diniz no SPFC foi vencer o Palmeiras na casa da Allianz Seguros. Hoje reconheço o trabalho do Diniz junto ao time e com a base do SPFC.

Nós são paulinos sempre defendemos a base do SPFC e muitas vezes falamos que o treinador que estiver no comando deveria apostar nela e bancar a escalação dos garotos, mesmo isso pedindo muita paciência, já que os garotos nunca rendem de primeira, como sempre me diz meu amigo Marcelinho. Pois bem, Diniz está fazendo isso e mais, não pediu contratações, ao contrário, ajudou a nos “livrar” de peças caras do elenco como Anderson Martins, Pato e Everton. Para cada jogador destes ele “arrumou” um moleque bom de bola. E tem mais na base. Tem para a defesa, tem volante e tem atacante em condições de em breve assumir o protagonismo. Fazia tempo que um treinador não fazia isso. Trazer Luciano é coisa do Diniz também e foi um acerto, já que o jogador já fez mais gols que Everton em dois anos, e atacante vive de gols.

Reconheçamos o valor que tem o trabalho do atual treinador. Ele tem falhas, mas também tem acertos. Nós queremos títulos e não podemos afirmar se isso será possível com ele no comando, mas a coragem de bancar a molecada já valeu. Eu continuo defendendo que Diniz não tem currículo para estar no SPFC. Eu penso que o treinador de um clube gigante tem que ter um passado de conquistas e Diniz não tem.

Acordei pensando na eliminação para o Mirassol no paulista e o empate de ontem contra um time melhor fora de casa com atuação destacada da molecada. Antes do jogo fiquei pensando e olhando resultados do Fortaleza dentro do BR20. Encontrei bons resultados contra times importantes como Internacional e Atlético MG e concluí que um empate seria bom ao SPFC. Como eles jogaram com 10 uma parte e com 9 outra pequena parte, as circunstâncias podem nos fazer pensar que o resultado foi ruim. Mas pode ser que com 11 contra 11 o resultado fosse outro. O Fortaleza não é fraco.

Voltando aos jogadores temos que reconhecer que Igor Vinicius, Igor Gomes, Luan, Sara, Brenner e Diego estão no time pela coragem e capacidade do treinador. Todos tinham ou ainda tem um jogador antes titular e no entanto estão titulares e desempenhando bem. O interessante com o Brenner é que o Diniz é admirador do futebol dele, tanto que o levou para o Fluminense e quando chegou ao SPFC bancou a permanência do garoto que hoje é o principal goleador do elenco. Para um simples torcedor como eu, tudo isso é grata surpresa. Aliás, a dupla de ataque toda é obra do treinador.

Terminando esta simples reflexão de hoje, peço a mim e a todo torcedor paciência, coisa difícil pelo tempo sem taças, mas é preciso olhar também para as coisas boas. É muito comum ler e ouvir críticas fortes ao Reinaldo, ao Vitor Bueno, ao Daniel Alves, ao Volpi e a mais alguns. Claro que as vezes eles merecem críticas como todos nós merecemos, mas eles possuem valor. Talvez o Reinaldo seja o mais injustiçado em minha opinião. Hoje o time joga com dois laterais que avançam muito e a cobertura é importante e isso nem sempre acontece por algumas razões. Muitas vezes o sistema defensivo falha e não propriamente um jogador. Em outras vezes é o treinador que não escolhe as peças certas para determinado jogo. Mas também as peças que o elenco possui podem não favorecer. Eu sei que razão e emoção nem sempre andam juntas, mas é preciso procurar informações, trocar ideias e pensar um pouco antes de simplesmente criticar de forma feroz os jogadores e treinadores. Isso também vale para mim.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes

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