Além das 4 linhas – Um golaço!

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O assunto da semana é o VT da final do mundial de 2005, onde em um jogo dramático o SPFC conquistou seu tri mundial, o que faz do nosso querido clube o mais vitorioso da história do futebol do país do futebol. Nosso time não jogou bem do meio para frente, mas jogou tudo do meio para trás. Amoroso e Aloísio mostraram a idade e Danilo a falta de mobilidade. É assim que julgo aquele jogo. Mas sabiam jogar bola, e num lance genial fizeram o gol da vitória.

Mas o golaço quem fez foi Rogério Ceni. As defesas difíceis são gols em minha opinião e a defesa na cobrança de falta foi espetacular, portanto, um golaço, um gol de placa. Sempre disse aos palmeirenses que no jogo mais importante deles o goleiro falhou. No jogo mais importante do RC ele catou tudo. Eu não vou comparar os goleiros, mas isso é uma verdade e fica na história de cada um. Assim como na final de 1977 o Waldir catou tudo e entrou para a história.  Assim são os goleiros, posição que o SPFC foi quase sempre muito bem servido. Em todo título importante da nossa história havia um grande goleiro.

Depois de sofrer sem bom goleiro hoje o clube tem um que nos passa segurança. Na verdade, eu penso que o goleiro é o cara que passa segurança a todos do time. Todo mundo joga melhor sabendo que o gol está bem guardado. É uma coisa psicológica. O adversário pensa: Puts, fazer gol neste cara é  complicado. Isso funciona.  Eu tenho 56 anos e vi muito o Waldir, o Gilmar, Zetti e Rogério. Gosto de todos eles. Gilmar, talvez o menos bom, também foi para a seleção brasileira e jogou naquele time dos menudos e dos grandes Oscar e Dario. Foi um bom goleiro. Foi campeão paulista e brasileiro.  Tinha cabeça boa, era um dos líderes do elenco. Uma vez o encontrei num restaurante e fui falar com ele, foi muito simpático comigo.

Voltando ao time de 2005 tenho o orgulho de ter a camisa do jogo do mundial e toda autografada. Fica guardada a sete chaves em casa. Foi um presente especial que ganhei do Silvio, que a ganhou do ex-presidente Marcelo Portugal Gouveia. Uma honra.

Nesta semana comecei a ler um bom livro da história do SPFC escrito pelo ótimo jornalista Orlando Duarte. Não é um livro atual, mas a ideia era relembrar a história. Um bom pensamento veio à minha cabeça ao ler. O SPFC ganhou o paulista no ano da febre espanhola, a última grande catástrofe na saúde antes da atual. Será que ganharemos o atual paulista? Eu estava bastante otimista com o crescimento do time. A saída do Antony vai pesar, pois a volta dele da seleção pesou a favor. Vamos ver.

Bom meus amigos tricolores, nestes tempos de pandemia peço paciência e cuidados extremos. A doença é forte. Tenho 3 pessoas muito próximas que a tiveram e sofreram. Cuidem-se para podermos nos divertir depois.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes

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